Quinta-feira, 12 de Julho de 2007
Revelações
Que situação terrível. Não há pra onde fugir. Não existe uma porta de saída.
Imaginem vocês o conforto de um cristão ao chegar no capítulo 7.
Segunda-feira, 9 de Julho de 2007
Sarah Chang e a orquestra filarmônica de Berlim
Ah, você tem que ser forte pra ouvir um violino.
Cada movimento do arco entra como uma facada no coração. Este que melancolicamente inicia o seu lamento em notas graves, numa melodia solitária. Como ele está só. E é assim que relata suas tristezas, toca sua sina, canta a esperança que não quer ter, chora, clama, se aperta, se expõe, aliás, não se importa em se expor. Como sua dor é grande. Chega a, por fim, perde-se em suas forças e silenciar numa fermata. Aos poucos o mundo se comove, começa a cantar por ele. Ou seria por si? A dor parece ter atingido a todos. Cada vez mais, vozes se unem ao lamento: agudas, graves ou metálicas. Não há mais espaço sem vozes. Com um último impulso, o coração volta a solar em meio aos mais tristes acordes. Cada colcheia perfura, cada semínima não só espeta como também tortura, cada arcada tira um pedaço, é um lampejo da memória. O coração explode num agudo desiludido. Não quer mais acordes ou notas. Que dor! Será que tem fim? Onde está o fim? Para ele só restam as pausas.
*Assim bateu meu coração durante os compassos do Concerto nº 1 em Ré Maior de Paganini que Sarah Chang tocou sábado no Theatro Municipal do Rio.
Quinta-feira, 5 de Julho de 2007
122/2006
Uma sociedade que se afasta do Deus criador, certamente se afastará mais a cada dia. Sempre me lembro de uma das passagens mais aterrorizantes que já li nas Escrituras:
"Chegando a casa, tomou de um cutelo e, pegando a concubina, a despedaçou por seus ossos em doze partes; e as enviou por todos os limites de Israel. Cada um que a isso presenciava aos outros dizia: Nunca tal se fez, nem se viu desde o dia em que os filhos de Israel subiram da terra do Egito até ao dia de hoje; ponderai nisso, considerai e falai." (Juízes 19:29,30).
Que não sejamos cobrados por termos nos calado.
Quarta-feira, 4 de Julho de 2007
Carpe diem!
E por que existem os mandamentos? Deus tem prazer em nos limitar? Em Êxodo 20, Deus escreve em tábuas de pedra os dez mandamentos, de seu próprio punho e os entrega a Moisés. Quando olhamos de perto as ordens de Deus, percebemos que a cada uma delas, há uma aproximação dEle em nossa direção: através do relacionamento com Ele, com o próximo, chega até nossa família, entra no mais íntimo do nosso ser e invade nossa consciência.
“Eu vim para que tenham vida” – Ele disse. O prazer que Deus tem é o de nos libertar dos pecados. Ao entregar os mandamentos, Ele entrega também vida e libertação. Os mandamentos de Deus são benção para o Seu povo. A perspectiva que a bíblia apresenta, e que deve ser a nossa, é positiva.
Aproveitar a vida, sob esta perspectiva, passa a ter um objetivo significativo.
Sexta-feira, 29 de Junho de 2007
Medo de seringa
Quinta-feira, 28 de Junho de 2007
Eu e as crianças
*Personagens: a mãe; eu - com uma cara que parece não exigir nenhum respeito das crianças; Maria Fernanda - 6 anos; Jenifer - 3 anos; Tigre de pelúcia - objeto de tortura das personagens 3 e 4 (definição válida também para a personagem 2).
Chego para substituir. “Ah, pode entrar! MARIA FERNANDA, A PROFESSORA TÁ AQUI, VEM ESTUDAR!” Chega uma menina com a cara mais tímida do mundo. "Oi, tudo bem?" Ela não responde. Pergunto de outra forma. Ela me ignora. Ficamos sozinhas na mesa. Tiro o pobre tigre da bolsa, que é logo agarrado, apertado e sufocado. Ela, rapidamente, nomeia o coitado de Maria Luísa e eu digo: “mas ele é menino”, de Maria Luisa passa pra Roberta. Desisto. Peço pra ela imitar o tigre. Ela imita uma vaca. Peço pra imitar a vaca. Imita um macaco. Eu digo: “macaco!” Ela mia. Pensei que o problema fosse o português, mudei a tática. “Cadê o seu nariz?” Ela, com a cara mais sonsa, mostra o olho. “Cadê o olho?” Ela desce pra boca. “Cadê a boca?” Ela vai pra testa. Aff! De repente surge um trapinho de três anos que sobe na mesa de vidro e começa a espalhar todas as minhas canetas coloridas. A de seis começa a desenhar uma boneca feia e verde no papel. “Quem é?” Ela aponta imediatamente pra mim (deveria ter imaginado). “Mas eu não sou verde!” (deveria ter ficado calada). Como se isto fosse um incentivo, a menina parte logo pra cima de mim com a caneta verde. A irmã, seguindo o exemplo, pega logo as canetas vermelha e azul. Mais tarde, ao olhar meu braço, ainda não sabia como o amarelo tinha ido parar lá também. Felizmente escondo o tigre a tempo, que, em seguida, é descoberto e arremessado contra a parede. “Será que elas vão fazer me arrepender de ter trago tudo o que eu trouxe?” Dito e feito. Vestem meu chapéu, jogam meu casaco e mexem na minha bolsa. Ao fim de duas horas vem a mãe querendo tirar fotos minha com as crianças (certamente pensando no quanto nos divertimos). Eu, completamente descabelada nas fotos. “Tenho que ir”. Recebo um beijo de cada uma e um sorriso lindo e alegre estampado nas carinhas de anjinho que as duas fazem na presença da mãe. Ai, ai... paga qualquer coisa. Adoro crianças.
* Quando saí, tive que ir ao banco. Ao chegar o gerente olha para os meus braços de forma confusa.”Dou aula pra crianças”, explico. Ele: “mas como é isso? Elas pegam as canetas e te atacam?”. Poxa, como ele adivinhou?
Quarta-feira, 27 de Junho de 2007
Interessante, não?
Mas, interessante mesmo, é notar que a expressão facial destas pessoas só não ganha em admiração daquelas estampadas nos rostos dos trabalhadores do condomínio quando passo por eles e digo um sorridente “Bom dia”! Isso sim é espanto.
